domingo, 26 de setembro de 2010

Já me vou

Hoje não é preciso me esperar.
Bem tarde voltarei.
Não sirva o jantar,
Não sei se regressarei.

Hoje? Não, hoje, não.
Já cai a noite, desvairadamente,
E com ela vai meu coração.
Leva, com ele, minha mente…

Não me procure.
Hoje estou partindo.
Espero que, tudo isso, o tempo cure.
Meu coração vai sumindo.

Já é tarde na cidade,
No relógio, bate a nona hora.
Tudo o que foi vaidade,
Se vai agora.